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27/03/2017

Demanda mostra sinais de melhora

Considerado como um dos piores períodos para o país, em que a economia brasileira chegou ao terceiro ano da mais grave e duradoura crise, 2016 ensaia ficar para trás, pelo menos para o mercado de condomínios e galpões logísticos. A percepção agora é que o pior já passou, e o que precisava se acomodar se acomodou.

A Global Logistics Properties (GLP) tem notado um ligeiro aquecimento do mercado. Mesmo com a retração econômica observada, manteve seus planos de investimentos. Além de dois galpões (GLP Guarulhos e o GLP Cajamar), com área de 90 mil metros quadrados entregues em 2016, a empresa iniciou obras no Rio de Janeiro que serão concluídas neste ano. Os galpões em construção, dois localizados em Duque de Caxias e um em Irajá, vão adicionar 98 mil metros quadrados ao portfólio da empresa. Com isso, o parque logístico de Duque de Caxias será o segundo maior da GLP, com área total de 350 mil metros quadrados. “Notamos alguns sinais mais consistentes de reaquecimento de mercado”, diz Mauro Dias, presidente da GLP.

Ele lembra que a retração da economia provocou uma forte queda na demanda no fim de 2015 e início de 2016, com ligeira recuperação no segundo semestre do ano passado, o que levou a GLP a inaugurar no Rio de Janeiro, em maio de 2016, o primeiro escritório fora de São Paulo. “Acho que nos últimos anos vivemos um momento de mercado em que o ritmo de crescimento da oferta continuou ocorrendo, apesar da redução da demanda provocada pela crise econômica. Isto fez crescer a taxa de vacância, agravada pela retração do varejo e pela centralização de operações para otimizar custos por parte das empresas”, ressalta.

Segundo Dias, “se antes algumas empresas tinham mais de um centro de distribuição numa região, agora optaram por unificar essas operações, reduzindo a área total locada, o que colaborou com o aumento da taxa de vacância”, diz. A GLP, que conta com 2,7 milhões de metros quadrados construídos e mais 900 mil metros quadrados de potencial construtivo, está com 89% de seu portfólio estabilizado locado. De acordo com ele, os segmentos que mais estão demandando novas áreas são os de e-commerce, farmacêutico e de autopeças. “O crescimento do e-commerce tem impacto positivo para o setor de galpões. O principal gerador de demanda para os parques logísticos é o consumo interno”, destaca.

Quanto maiores as vendas do e-commerce, mais centros de distribuições serão necessários para armazenar e distribuir os produtos por todo o país. Dias afirma que 100% do portfólio da GLP atende ao consumo interno. De acordo com ele, o setor farmacêutico foi o menos impactado pela crise e que os requisitos específicos e o alto valor agregado dos produtos do segmento exigem edificações de qualidade e infraestrutura adequada. Outro segmento que tem aumentado a demanda é o de autopeças para suas operações de distribuição de peças de manutenção.

Fonte: Valor Setorial

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