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06/12/2015

Estado tem mais disponibilidade de galpões industriais

A assessoria imobiliária Engebanc realizou, pela primeira vez, uma pesquisa com 30 empresas tomadoras de áreas.
O resultado mostra que escritórios corporativos de alto padrão fecharam o terceiro trimestre do ano com
disponibilidade de 23,3% (ou seja, de cada 100 colocados no mercado, cerca de 23 não foram ocupados), enquanto
o industrial ficou em 21,3%.
Apesar do cenário atual, o levantamento apurou que para 50% dos entrevistados, o portfólio de produtos oferecidos
não está adequado. Destes, mais de 60% acreditam que este é o momento ideal para investir ou mesmo desinvestir.
“Percebemos também o movimento flight to quality (processo migratório do padrão intermediário para o alto), com
maior possibilidade de negociação e carência”, diz o gerente sênior de pesquisa e inteligência de mercado da
Engebanc, Leandro Angelino.
Na área de escritórios, o levantamento mostrou, ainda, que para 25% das empresas entrevistadas a região da
Avenida Brigadeiro Faria Lima ainda é a mais desejada para trabalhar. Empreendimento com segurança 24 horas e
quantidade de vagas de garagem é importante para 66% dos entrevistados.
Por sua vez, o mercado de galpões industriais encerrou o terceiro trimestre deste ano com taxa de disponibilidade
nacional em 18,1%, enquanto o Estado de São Paulo tem taxa de 21,3%, com estoque total de 6,7 milhões de m². “O
que acontece em São Paulo é que os galpões que entraram no mercado entre em 2012 e 2013, eram frutos de um
período de crescimento. Quando os projetos foram concluídos, nos últimos 12 meses, a demanda encolheu de 10% a
20% e a oferta aumentou”, analisa.
Assim, os operadores desse mercado dizem que os galpões logísticos de classe A tem estoque mais baixo e
superaram, segundo a Engebanc, a marca dos 11 milhões de metros quadrados em todo o País no terceiro trimestre.
A GLP Properties, empresa com foco em galpões de alto padrão para locação, parques logísticos, que comercializa
terrenos de 500 mil metros quadrados a 1 milhão de m², tem em São Paulo 88% do seu mercado e 2,831 milhões de
m².
“Geralmente, os espaços são alugados por várias empresas. Regiões com raio de até 50 km da capital paulista têm
bastante demanda. O apelo para a capital é muito forte”, diz a diretora de desenvolvimento da GLP, Clarisse
Etcheverry.
Segundo Clarisse, os galpões de alto padrão são aqueles que oferecem instalações capazes de proporcionar
elevado nível de produtividade, permitindo à empresa atuar de maneira mais eficiente. Ela defende que o mercado de
galpões é o menos afetado no setor imobiliário. Para Clarisse, isso ocorre porque as empresas buscam ganhos de
produtividade e redução de custos com altos padrões de qualidade. “Nossa taxa de vacância é de 5%, ou seja, temos
ocupação 95%.”
Salas comerciais
Salas Região da Faria Lima é a mais desejada para salas e lajes corporativas
Hora de produzir. Em relação ao mercado de escritórios e de lajes corporativas, o CEO da Vitacon, Alexandre
Frankel Lafer, há muito imóvel no entorno da Faria Lima e vendas fracas para novos imóveis.
“As vendas para os lançamentos estão baixas. Este é um excelente momento para produzir, com entrega para 36
meses, quando o mercado deverá estar mais aquecido”, diz Lafer.
Segundo o CEO da Vitacon, o preço dos imóveis corporativos tem apresentado queda. Na região da Faria Lima, o
preço do metro quadrado estava acima de R$ 200 e hoje o valor registra redução de 20% a 25% sobre os valores
praticados há dois ou três anos.
Lafer, cuja empresa tem empreendimentos na Vila Olímpia, destaca a troca de endereço da empresas, em busca de
imóveis de alto padrão. “Clientes saindo de padrão B ou A e indo para nível bem acima, aproveitando o momento. O
ativo bom em lugares bons sempre terá demanda.”
Para entidade, momento é de negociação
Para o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Fernando Moura, o momento
para o mercado de imóveis corporativos é de negociação para conseguir melhores preços.
“Está havendo uma dificuldade normal por causa do cenário econômico, que resulta também em oportunidade maior
para migrar (flight to quality) para empreendimentos de com mais qualidade.”
Na opinião do vice-presidente comercial da Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco, o primeiro setor do mercado
imobiliário que sentiu o “aperto” foi o comercial. Ele lembra que o mercado acelerou com a chegada de
empreendimentos para atender aos profissionais liberais que buscavam salas comerciais em regiões mais bem
localizadas. “Naquele momento, todos eram potenciais investidores.”
Vivanco lembra que a sala comercial é procurada quando está pronta, dificilmente o interessado compra na planta. “A
crise bateu e o mercado ficou com um volume enorme de empreendimentos prontos e entregues. Pouca demanda e
muita oferta. Com isso, o preço de locação e venda caiu, se ajustou.”
Segundo o VP da Abyara, o corporativo tem características diferentes, pois tem investidor profissional, que investe
em lajes, prédios inteiros e o tomador, que são as empresas, dificilmente compram o espaço, a negociação é para
aluguel.
O aluguel do m² que era R$ 220, está na casa dos R$ 150. “Um dos endereços mais sofisticados na região da Faria
Lima, tem espaço para alugar. Isso era inimaginável seis anos atrás”, afirma Vivanco

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