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10/07/2019

GLP, 3 Corações e a força do café

Multinacional do setor de logística com atuação em Minas Gerais, o grupo GLP firmou contrato para oferecer a outra empresa líder em seu segmento de mercado, o grupo 3 Corações, a estrutura necessária a um novo centro de distribuição no estado da maior fabricante brasileira de café torrado e moído. A companhia nascida em Minas, que tem cinco fábricas e 26 centros próprios de distribuição, vai ocupar 9,2 mil metros quadrados no condomínio GLP Confins, em Vespasiano, na Grande BH. O negócio chama a atenção para o potencial da cafeicultura de Minas, a despeito do cenário de desafios que a atividade enfrenta nesta safra. Em recente encontro no Distrito Federal, representantes da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertaram para uma política de garantia de renda aos cafeicultores, diante da queda no preço do produto e da elevação dos custos de produção. Em praticamente todas as regiões produtoras do país, com Minas à frente, as lavouras serão influenciadas, neste ano, pela chamada bienalidade típica da cultura, agora negativa, o que deve resultar em produção menor. Com base nas últimas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de café arábica no país, que tem 71,5% de participação das plantações de Minas, deve chegar a 36,98 milhões de sacas, 22,1% abaixo da safra passada. No contrapeso, as condições climáticas favoráveis ao cultivo do café e a posição geográfica de Minas permitem ao estado fornecer grande variedade de cafés de qualidade e escoá-los, desde que a logística seja eficiente. É o que atrai investimentos como os da GLP e da 3 Corações na Região Metropolitana de BH. A área destinada à torrefadora brasileira representa cerca de um terço do empreendimento da GLP. O diretor de desenvolvimento e novos negócios da multinacional GLPno Brasil, Ricardo Antoneli, diz que o interesse está em “parceria duradoura e com grandes ganhos”. O condomínio gerenciado pela empresa tem, além da localização privilegiada, piso capaz de sustentar seis toneladas por metro quadrado e pé-direito livre de 10 metros, infraestrutura de segurança e flexibilidade para adaptações que o cliente precisar ou desejar fazer. Tanto quanto os investidores e a própria indústria cafeeira, o governo de Minas precisa se interessar pelos rumos da cultura, já que o café tem peso fundamental na atividade econômica no estado. A estagnação predominou em Minas no primeiro trimestre do ano, de acordo com os dados divulgados na semana passada pela Fundação João Pinheiro. A primeira safra de batatainglesa e a de algodão arbóreo conquistaram o destaque no desempenho da agropecuária, que não pode contar com o café. A receita das exportações brasileiras do produto somou US$ 340,3 milhões em junho passado, tendo apresentado redução de 10,9% em relação a idêntico mês de 2018, ao passo que o volume exportado cresceu 12% no período analisado, alcançando 2,9 milhões de sacas. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Como tem enfatizado o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, a queda de preços é preocupante. A cotação média da saca de café negociada no exterior foi de US$ 117,64 em junho, decréscimo de 20,5% na comparação com o mesmo mês de 2018. Levantamento feito pela CNA na região de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, já mostrava em maio que as despesas com fertilizantes aumentaram 5% e os custos provenientes da colheita estavam 13% maiores. O balanço se juntou à chegada da massa de ar polar ao estado. A consultoria Safras & Mercado estimou que até o fim do mês passado os cafeicultores brasileiros haviam comercializado 28,2% da safra 2019/2020.

Fonte: Estado de Minas

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