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21/11/2018

Locações da GLP já superam 2017

A Global Logistic Properties (GLP) - detentora do maior portfólio de galpões do Brasil - alugou, até outubro, 296 mil metros quadrados. O total supera em 87% os 158 mil metros quadrados do mesmo período de 2017 e em 9,6% os 270 mil metros quadrados do acumulado do ano passado. Até então, 2017 havia sido o melhor ano da GLP em novas locações, desde o início de sua atuação no país, há seis anos. No mês passado, a empresa fechou contrato de construção sob medida (build to suit) de 111,7 mil metros quadrados para o Mercado Livre, em Cajamar (SP).

"O humor do mercado mudou após as eleições. As empresas ocupantes esperam as medidas concretas do novo governo, mas estão se mexendo diante da expectativa de maior crescimento da economia, próximo a 3%", afirma o presidente da GLP, Mauro Dias. De acordo com o executivo, a GLP tem ganhado participação no mercado de locação de galpões. A fatia da empresa, que era de 28% em 2017, chegou a 42% neste ano.

A demanda por galpões de classe A tem crescido, segundo Dias, devido à busca das ocupantes por mais eficiência e à expansão do comércio eletrônico. Dos 296 mil metros quadrados de novas locações até outubro, 75% se referem a contratos com empresas de comércio eletrônico ou que atuam no e-commerce e também abastecem lojas físicas.

Com o fechamento da nova operação com o Mercado Livre, três quartos do segundo condomínio da GLPem Cajamar - a ser entregue no começo de 2019 - estão pré-locados. Em junho, a empresa havia anunciado locação para o Mercado Livre em condomínio em Louveira (SP).

Os investimentos da GLP vão somar R$ 700 milhões, no acumulado deste ano, incluindo compra de terrenos e construção de galpões. Os novos aportes se concentram em áreas até 30 quilômetros da cidade de São Paulo. A GLP tem 2,9 milhões de metros quadrados de galpões prontos e 2 milhões de metros quadrados em construção. "Estamos preparados para o novo ciclo do setor", afirma o executivo. A taxa de ocupação do portfólio estabilizado da empresa é de 92%.

Na avaliação de Dias, a vacância do mercado ainda está elevada. Mas, se a tendência de queda se mantiver, pode haver recuperação de preços no fim do próximo ano ou no início de 2020.

Levantamento da Cushman & Wakefield aponta que o mercado paulista de condomínios logísticos das classes A e A teve absorção líquida (diferença entre as áreas contratadas e devolvidas) de 47,9 mil metros quadrados, em outubro, no Estado de São Paulo, o que representa alta de 70,5% em relação ao mês anterior. A pesquisa da Cushman apontou que a taxa de vacância teve leve queda de 0,6 ponto percentual, para 23,6%. Ainda assim, o preço médio pedido por metro quadrado locado caiu 0,36%, para R$ 19,08, devido aos 30 mil metros quadrados de novos estoques previstos para o mercado paulista até o fim do ano.

Fonte: Valor Econômico

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